sexta-feira, 28 de maio de 2010

Panqueca integral de shimeji

Adorei esta receita nova de massa de panqueca. É saudável e muito saborosa. O recheio, nem se fala... Cogumelos dispensam comentários – são meus serezinhos da floresta preferidos!

PANQUECA INTEGRAL DE SHIMEJI


Massa (rende 12 panquecas)
2 ovos
3 colheres (sopa) de óleo
1 xícara de farinha de trigo integral
½ xícara de aveia em flocos
1 pitada de sal

Recheio (para 6 panquecas)
200 g de shimeji
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho picados
3 colheres (sopa) de creme de leite (usei o light)
1 colher (sopa) de salsinha picada
2 colheres (sopa) de manteiga
1 fio de azeite
pimenta-do-reino moída na hora
sal

Massa
No liquidificador, bata os líquidos com o sal. Junte a farinha e a aveia e bata mais um pouco. Unte com óleo uma frigideira antiaderente e frite as panquecas. Procure fazer panquecas finas, distribuindo bem a massa pela frigideira. Se durante esse tempo a massa engrossar, acrescente um pouquinho de leite.

Recheio
Limpe os shimejis com uma escovinha macia ou um pano úmido. Solte os cogumelinhos uns dos outros. Derreta a manteiga com o azeite numa frigideira. Refogue a cebola e o alho. Quando murcharem, junte os shimejis. Tempere com sal e pimenta. Quando pararem de soltar líquido, junte o creme de leite e a salsinha. Desligue o fogo quando começar a ferver. Se ficar muito espesso, ponha um fio de água.
Recheie as panquecas e dobre-as em 4. Sirva com uma saladinha verde e bon appétit!

Obs.: a receita da massa rende o dobro do recheio. Você pode aproveitar as panquecas com outro recheio, dobrar a receita de recheio de shimeji ou congelá-las.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Creme de abóbora e gorgonzola

Pois é. Às vezes dá tempo de postar e às vezes não. A vida é assim.

Enfim... Fiz este creminho ontem para esquentar a fria noite paulistana. Com um vinhozinho, foi ótemo!

CREME DE ABÓBORA E GORGONZOLA


1 abóbora cambojã pequena
1 xícara de leite
½ xícara de vinho seco (pode ser branco ou tinto)
½ xícara de requeijão (ou creme de leite)
1 cebola
3 dentes de alho
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de azeite
noz-moscada
pimenta-do-reino
gorgonzola a gosto
cebolinha para decorar

Lave bem a abóbora, parta em 4 pedaços e retire as sementes. Cozinhe, de preferência no vapor, até a polpa ficar macia. Espere amornar e retire a polpa da casca, cavando com uma colher. No liquidificador, bata a polpa com o leite, água e um pouco de sal.

Numa panela, refogue a cebola e o alho na manteiga e no azeite. Tempere com a pimenta-do-reino e a noz-moscada. Abaixe o fogo (para não espirrar) e junte o purê de abóbora e o vinho. Acerte o sal e a pimenta. Se necessário, ponha um pouco mais de água até ficar numa consistência de creme não muito espesso. Deixe apurar em fogo baixo por uns 5 minutos. Junte o requeijão (ou o creme de leite), desligue o fogo e mexa até misturar bem.

Sirva o creme nos pratos. Por cima, esfarele grosseiramente (com os dedos) o gorgonzola. Decore com cebolinha picada e um pouco de noz-moscada ralada na hora.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Pimentões assados recheados

Depois de semanas a fio de muito trabalho, consegui preparar uma comidinha caseira. Foi uma verdadeira terapia! A distância das panelas me deixa infeliz, separada da minha essência. É como passar muito tempo sem ver as pessoas que a gente ama.

Bem, choramingações à parte, vamos ao que interessa. A receita foi tirada de 200 receitas vegetarianas, livrinho excelente e de preço honesto (cerca de R$ 20). Na verdade, foi essa receita que me fez comprar o livro. Achei simples e criativa, comme il faut nestes tempos de correria.


PIMENTÕES ASSADOS RECHEADOS
4 porções


4 pimentões vermelhos (usei amarelos) grandes
4 tomates maduros
2 dentes de alho muito bem picados
1 colher (sopa) de tomilho fresco + uns ramos para decorar
4 colheres (sopa) de azeite extravirgem
2 colheres (sopa) de aceto balsâmico
sal e pimenta-do-reino

Corte os pimentões ao meio no sentido do comprimento e limpe. Forre uma assadeira com papel-alumínio e ajeite os pimentões com a parte cortada para cima. Espalhe o alho e o tomilho, e tempere com sal e pimenta.

Corte os tomates ao meio no sentido do comprimento. Coloque uma metade de tomate em cada metade de pimentão. Tempere com um pouco mais de sal e pimenta. Ajeite por cima os ramos de tomilho reservados para decoração.

Asse por 1 hora em forno alto (220 ºC) preaquecido.

Sugestão do livro: se quiser, depois de 45 minutos de forno, coloque uma fatia de mussarela por cima de cada metade de pimentão e asse por mais 15 min. Sirva com torradas ou pão integral e salada verde.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Kebabs à moda de Jamie Oliver

Pense numa receita totalmente adaptada. É esta. Agora, pense numa coisa boa. Não, boa não, muito boa. É esta também.

A versão original está no livro Jamie em casa, de Jamie Oliver. Fiquei apaixonada quando o vi fazendo a receita na TV. Comprei o livro, que tem todas as receitas do programa. É encantador, com fotos lindas do jardim e da horta - o sonho de qualquer pessoa com um pouco de sensatez e vontade de ter uma vida melhor.

O detalhe é que a receita usa carne de cordeiro, que não me agrada nem um pouco. Por isso, adaptei para filé mignon suíno. A equivalência não é exata, já que a parte do cordeiro que ele usou é bem mais gorda que o filé suíno, uma carne magra. Até aí OK. Vamos economizar na gordura e cuidar da saúde, não é mesmo? Se você estiver numa fase nem-aí-para-a-consciência, use uma carne mais gorda, ou o cordeiro mesmo, se for do gosto.

As outras adaptações foram: no lugar do pistache, usei castanha-do-pará. Nada contra pistache, é que não achei o descascasdo no mercado. Em vez de sumac, coloquei raspas de limão (essa troca ele mesmo sugere, na falta do sumac). Não usei chili em pó porque não tinha; substituí por pimenta-calabresa, em menor quantidade. Ah, também não fiz espetinhos nem grelhei os kebabs na churrasqueira por pura falta desses recursos.

Cozinha é isso. Inspiração, e não escravidão!

KEBABS DE PORCO COM CASTANHA E SALADA
4 porções
500 g de filé mignon suíno
2 colheres (sopa) cheias de tomilho fresco
1 colher (chá) rasa de pimenta-calabresa seca
1 colher (sobremesa) rasa de cominho em pó
raspas da casca de 1 limão
sal e pimenta-do-reino moída na hora
um bom punhado de castanha-do-pará
azeite extravirgem

Para a salada
folhas diversas (usei alface e rúcula)
1 cebola roxa pequena fatiada finamente
suco de 1 limão
azeite extravirgem

Para finalizar
4 pães árabes
4 colheres (sopa) bem cheias de coalhada fresca
azeite extravirgem

Corte a carne em cubos de 2,5 cm. Coloque os pedaços num processador com a maior parte do tomilho, da pimenta-calabresa, do cominho e das raspas de limão (o que sobrar será usado na finalização do prato), e toda a castanha-do-pará. Tempere com sal e pimenta-do-reino e regue com um bom fio de azeite. Processe usando a tecla “pulsar” até moer tudo (obs.: as castanhas ficam mais pedaçudas). Divida a mistura em quatro partes e modele em forma de hambúrguer.

Prepare a salada: rasgue as folhas. Tempere a cebola com o suco de limão, sal e pimenta-do-reino. Reserve.

Numa grelha antiaderente bem quente, ponha um fio de azeite e grelhe os “hambúrgueres” até ficarem dourados dos dois lados. Reserve.

Aqueça um pouco os pães árabes, só para amornar. Tempere a salada com a cebola marinada no limão e um pouco de azeite.

Monte assim: sobre cada pão árabe, ponha um pouco de salada. Despedace um “hambúrguer” e ajeite-o por cima. Coloque uma boa colherada de coalhada e salpique com os temperos reservados. Para o toque final, regue com um fiozinho de azeite e... se joga!!!

Dica: para comer, dobre ao meio (tipo um taco) ou enrole, como um kebab mesmo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Almoço grego

Estas receitas foram tiradas de Le grand livre de la cuisine méditeranéenne, que comprei quando viajei para a França, em 2008. Depois descobri que ele também é vendido no Brasil, traduzido, com capa mole.

Nunca tinha feito nenhuma receita, mas sempre namorava o livro, cujas receitas são divididas por país ou região: Grécia, Turquia, Itália, França, Espanha, África do Norte e Oriente Médio. Um bom panorama da cozinha mediterrânea.

Desta vez, escolhi duas gregas. A primeira é conhecida por aqui como Salada grega. Segundo o livro, esse é um nome genérico; na verdade, ela é uma das muitas receitas de salada servidas na Grécia. Lá, ela chama Salata horiatiki, que significa “salada camponesa”. A segunda é de frango assado com figos... hummmmm, uma delícia!

Adaptei ambas. Na primeira, usei queijo branco no lugar do queijo feta. Ah, até no Acrópoles eles fazem isso, vai! Também acrescentei dill, que tem gosto de comida grega, apesar de não constar na receita do livro. Mas achei que ia bem, e foi. Troquei os 2 pimentões verdes que a receita pedia por ½ pimentão amarelo, pra suavizar.

Fiz meia receita de frango com figos, mas mantive a mesma quantidade de especiarias da receita inteira. Além disso, usei vinho tinto seco no lugar de vinho do Porto. Pecado mortal, eu sei, mas o resultado não deixou nem um pouco a desejar. Et voilà!


SALATA HORIATIKI (Salada grega)
4 porções
1 pepino
4 tomates pequenos ou 3 médios
½ pimentão amarelo
1 cebola roxa fatiada finamente
16 azeitonas pretas
250 g de queijo branco (ou feta, se preferir)
24 folhas (inteiras) de salsinha
12 folhas (inteiras) de hortelã
1 colher (sopa) de dill fresco picado (opcional)
azeite extravirgem (sem miséria)
suco de 1 limão
1 dente de alho ralado, amassado ou muito bem picado

Descasque o pepino, tire as semente e corte em cubinhos. Faça o mesmo com o pimentão. Corte os tomates em 8. Pique o queijo em cubos. Numa saladeira, junte tudo com a cebola fatiada, as azeitonas, a salsinha e a hortelã. Tempere com o alho, o limão e o azeite. Mexa delicadamente e sirva.


KOTOPOULO ME SYKO (Frango com figos)
4 porções
800 g de frango em pedaços (usei só sobrecoxas)
1 colher (sopa) de azeite
6 figos frescos (se não tiver, use 6 figos secos deixados de molho em água quente por 2 horas)
5 dentes de alho inteiros e descascados
1 cebola grande cortada em meias-luas
½ colher (chá) de semente de coentro em pó
½ colher (chá) de cominho em pó
½ colher (chá) de canela em pó
1 pitada de pimenta-caiena
3 folhas de louro
185 ml de vinho do Porto tinto (usei vinho “normal” tinto seco)
1 colher (chá) de raspas de limão
suco de 1 ½ limão
sal e pimenta-do-reino

Preaqueça o forno a 200 ºC. Lave bem os pedaços de frango, seque e tempere com suco de ½ limão, sal e pimenta-do-reino. Esquente bem uma frigideira antiaderente, junte a colher de azeite e frite por 5 minutos, em fogo alto, os pedaços de frango com a pele virada para baixo. Vire e frite por mais 5 minutos.

Num refratário untado com um fio de azeite, ponha os pedaços de frango com a pele para baixo. No meio deles, ajeite os figos inteiros, os dentes de alho, as meias-luas de cebola e as folhas de louro. Salpique tudo com as especiarias e regue com o vinho. Cubra com alumínio e asse por 25 minutos. Depois, tire o alumínio, vire os pedaços de frango com a pele para cima e asse descoberto por mais 20 minutos. Junte o suco e as raspas de limão e asse por mais 15 minutos.

Aqui em casa comemos com arroz branco. É bão que só.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Bohemia Oaken


Eu gostei. Saborosa. E não é das mais fortes (também gosto dessas).

Mas quem entende mesmo de cerveja é o Márcio, que é praticamente meu cunhado. O cara FAZ cerveja caseira. Éééééé, isso é para poucos. E é boa a danada. Posso dizer porque já provei. Vou passar lá no blog dele, o Santa Cerveja, pra ver se aprendo alguma coisa...

P.S. Pois é, eu tomo cerveja em taça de vinho. Ih, desrespeito conscientemente todas as regras de harmonização bebiba-copo. Adoro!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Amor pelas Arábias

Desde o nascimento (lá no Blogger), este blog tem uma inclinação especial para as coisas das Arábias, a começar pelo nome - homenagem ao fruto seco e também à cidade de Damasco, na Síria. As especiarias, as comidas e as artes dos povos árabes sempre me encantaram. Nem sempre tenho tempo de preparar uma farta refeição à moda árabe, que é como as coisas deveriam ser, mas quando posso dou um toque perfumado de uma especiaria a um prato e... pronto, a mágica está feita.


FRANGO MARROQUINO COM COUSCOUS

1 kg de sobrecoxas de frango sem pele
1 cebola grande picada
1 dente de alho
1 colher (chá) de cúrcuma
1 colher (chá) de cominho em pó
1 pau de canela
2 colheres (sopa) de mel
1 xícara de água
2 colheres (sopa) de manteiga
100g de ameixa seca sem caroço
2 colheres (sopa) de sementes de gergelim
sal e pimenta-do-reino

Tempere os pedaços de frango com a cúrcuma, o alho picado, sal e pimenta-do-reino. Deixe marinar por 2 horas. Em fogo médio, frite-os na manteiga até dourarem. Se for preciso, pingue água aos pouquinhos para que não grudem na panela. Junte a cebola, o cominho, a canela e as ameixas. Quando a cebola murchar, adicione a xícara de água quente e cozinhe o frango em fogo baixo até ficar macio.

Retire os pedaços de frango da panela. Ponha o mel no caldo que sobrou e deixe ferver por 2 minutos. Volte os pedaços à panela , envolvendo-os no molho. Cozinhe em fogo baixo por uns 3 minutos. Enquanto isso, toste as sementes de gergelim em fogo baixo. Junte ao frango na hora de servir. Sirva com couscous preparado com caldo de frango (siga as instruções da caixa).

Obs.: a sêmola para couscous é encontrada em empórios árabes ou em bons supermercados.

P.S.: a foto não está das melhores porque é antiga!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A cozinha de Deméter

Muito tempo atrás eu li na Folha Equilíbrio este texto fantástico sobre a magia da cozinha e seu poder de transformação na vida de uma mulher. Apesar de ser um pouco longo, acho que vale a pena ler, principalmente se se gosta de viver entre as panelas. A propósito, publiquei-o no meu antigo blog, em 16/2/2004! Faz tempo, mas ele não perdeu a validade!


O SIMPLES MILAGRE DA VIDA, de Dulce Critelli

Não é Afrodite quem reina na cozinha, mas Deméter, a deusa da fertilidade, do cuidado dos outros e do cuidado para com a vida


Houve uma época em que meu fogão tinha apenas duas bocas. Sem forno. Eu tinha também um microondas. Não cozinhava, evidentemente, porque não tinha tempo para isso. Vida moderna, mulher moderna, preocupada com a velocidade e ocupada com coisas mais importantes. Mudei-me, depois, para um apartamento cuja cozinha era grande, ensolarada, gostosa de estar nela. O nicho na bancada era para um fogão de seis bocas. Instalei um. Tudo pronto, o cenário me convidou a cozinhar. Aceitei o primeiro convite, o segundo e, quando dei por mim, já me habituara a preparar a comida.

A alquimia da transformação dos alimentos no fogo tem um espírito. E esse espírito começou a ocupar a minha casa, criando aconchego e a sensação de uma casa com vida própria. Quando se usa um microondas, não se cozinha. A relação que temos com o alimento é bastante impessoal. Na comida congelada, o sabor já vem decidido e é o mesmo para todos. Os cheiros ficam embutidos. O tempo é programado. Mas, quando se trata de usar o fogão, nossos sentidos são todos instigados e nos envolvem no cuidado do alimento, no cuidado do que nos alimenta. Obrigam-nos à proximidade e à intimidade com tudo com que lidamos. Cozinhamos com os olhos -que comparam e procuram cores, movimentos, texturas- , com os ouvidos -que acompanham os sons da fervura, da cebola fritando-, com as mãos -que descobrem as consistências e as temperaturas-, com a boca e o nariz -que orientam na dosagem dos temperos e no ponto do aprontamento. Cozinhamos com a imaginação e com curiosidade. E o tempo não é mais a duração fria e programada controlada pelos timers e relógios nem o da nossa mera expectativa. É um tempo de espera, em que nos empenhamos ativamente na preparação de um acontecimento. É um advento.

Redescobri as sensações e uma sensualidade mais primordial. Reencontrei uma outra feminilidade em mim, diferente, por exemplo, daquela que se desenvolve diante do espelho. A preocupação estética com a aparência (a de Afrodite), quando a medida é apenas a do espelho, se serve para nos revelar, serve também para nos adequar aos padrões de moda e beleza que vêm de fora, do que é comum a todos. A sensualidade que vem do cozinhar, no entanto, não tem tantos modelos externos. A medida parece brotar de nós mesmos, já que nossas sensações são tão exclusivas, intransmissíveis, incomparáveis. Cozinhar é um ato que nos faz querer superar o padrão comum. É um gesto para o qual importa o segredo, o toque pessoal que nos singulariza. Não nos igualamos a ninguém, nem a nós mesmos, pela impossibilidade de repetir o mesmo exato sabor para a mesma receita.

Quando se cozinha, cuida-se do alimento, do prazer de comer, mas também da saúde, do crescimento, do bem-estar -tanto próprio quanto dos outros. Cuida-se dos humores e dos amores. Não é Afrodite quem reina na cozinha, mas Deméter, a deusa da fertilidade, do cuidado dos outros e do cuidado para com a vida. Deméter é a mulher que a sociedade atual desvaloriza, porque ela não trabalha fora de casa, não cuida dos negócios, não se volta para o conhecimento nem é uma sex model.

Deméter é a mulher minimizada, sobretudo porque ela cuida da vida. A vida, que na nossa sociedade mercantilista não tem valor nenhum. A vida, que vale hoje menos que um par de tênis, menos que qualquer outro objeto barato.

Talvez por isso mesmo o gesto cotidiano de cozinhar equivalha quase a uma revolução: nele vale sobretudo a vida mesma. No gesto cotidiano de cozinhar acontece o simples milagre da vida.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Amor por cogumelos

Cogumelos são seres da floresta, assim como as fadas e os gnomos. Brincadeira! Cogumelos são fungos. E fungos não são bicho nem planta. Essa ideia por si só é inconcebível na minha cabeça de humanista da história e das letras. Mas enfim...

Cogumelos servem para comer, chapar ou se envenenar – uma coisa de cada vez. Os de comer são divinos, um ingrediente do meu top 5. Os outros eu não conheço, e dizem que são bem perigosos aos desavisados que não sabem diferenciar um “cogu” comestível de um venenoso.

Da minha parte, acho seres fascinantes e gostaria de poder, à primeira vista, reconhecê-los. Sim, porque no Brasil também temos vários tipos de cogumelos, mas nunca vi nas livrarias literatura especializada que me ajudasse nessa tarefa, ao contrário de EUA e Europa, por exemplo, que têm ótimas obras sobre o assunto.


Há algum tempo fotografo cogumelos que encontro pelo caminho. Só nas plantas aqui de casa (e moro em apartamento!) já registrei 4 tipos diferentes:





Também flagrei outras espécies num vaso na empresa onde trabalho (em São Paulo), em Monte Verde (MG) e até na floresta encantada de Brocéliande (Bretanha, França). Sim, sim! Eles não são lindos?




Além disso, a internet tá cheia de coisas legais sobre os cogus, como o Atlas des Champignons (em francês) e as imagens da Fotopedia (em inglês).

Vale lembrar: o reino Fungi, ao qual pertencem os cogumelos, também engloba serezinhos que causam micose nas unhas, frieiras nos pés, candidíase nas partes, bolor no pão, além de muitas outras coisas paradoxais, como fazer fermentar o pão e a cerveja, e criar pintas azuis no gorgonzola. A lista de proezas dos fungos vai longe.

Se entrarmos no campo da culinária, há uma infinidade de preciosidades (encabeçadas pelas trufas italianas) e receitas. Recomendo uma que fiz em 12/12/2005, inspirada numa receita de Jamie Oliver. Naquele dia, por coincidência, comi assistindo na TV, pela primeira vez, a O Senhor dos Anéis e me senti uma comensal de Frodo!

E vamos à receita, senão vou escrever um livro sobre cogumelos!

SHITAKE MÁGICO
Para 4 pessoas normais ou
2 alucinadas (me incluo nesta categoria)



400g de shitake fresco
2 colheres (sopa) de manteiga
2 dentes de alho
1 colher (sopa) de salsinha picada
1 colher (sopa) de gengibre fresco ralado
algumas gotas de molho de pimenta vermelha
shoyu
azeite
pimenta-do-reino (opcional)

Deixe a manteiga ficar bem molinha antes de começar a preparar. Pique muito finamente os dentes de alho e faça uma pasta misturando-os com a manteiga, a salsinha, o gengibre e o molho de pimenta.

Limpe os shitakes com uma escovinha macia ou um pano limpo levemente umedecido. Não lave em água corrente, porque os shitakes são como esponjas e podem ficar moles e encharcados. Se preferir, corte os cabinhos dos maiores, porque são mais duros. Eu deixo inteiros mesmo.

Forre uma fôrma com papel alumínio, de modo que sobre papel dos lados para fechar como se fosse um envelope. Ajeite os cogumelos virados com os cabinhos para cima. Pingue gotas de shoyu neles, mas cuidado com o exagero - shitakes são sensíveis a sal e excesso de temperos. Ponha pelotinhas da pasta de manteiga sobre os shitakes. Salpique um pouco (pouco mesmo) de pimenta-do-reino, se quiser. Por fim, regue tudo com um fio de azeite. Feche o papel alumínio como um envelope.

Leve ao forno médio preaquecido por cerca de 10 minutos ou até os shitakes estarem macios. É rapidinho. Para acompanhar, eu servi com espaguete com bacon, cebola e um bocadinho de creme de leite. Mas também pode ser um bom acompanhamento para carnes, para risoto, ou para nada também, porque puro é ÓTIMO!

sábado, 17 de outubro de 2009

Salada de lula e camarão

Fui ao Mercado de Pinheiros hoje para comprar salmão fresco, mas cheguei lá e mudei de planos. Resolvi comprar lula e camarão para fazer uma salada. Gosto mais de frutos do mar do que de peixe. E só compro se forem frescos, porque não me agrada o cheiro desses ingredientes congelados. O melhor é que o pessoal da peixaria limpa as lulas e fatia em anéis. Os camarões também já vêm limpos. Uma maravilha! Imagina se eu ia limpar... afe!

Modéstia à parte, ficou uma delícia. Comemos com batatas assadas, e só. Precisa mais?

SALADA DE LULA E CAMARÃO
para 4 pessoas


500 g de camarões limpos
300 g de lulas limpas, cortadas em anéis
½ cebola roxa picada miúdo
250 g de tomates-cereja cortados em 4
3 colheres (sopa) de salsinha picada
azeite
vinagre de vinho branco
sal e pimenta-do-reino moída na hora

Cozinhe os anéis de lula em água e sal (grosso, de preferência – fica mais saboroso) por 20 minutos. Escorra e reserve. Faça o mesmo com os camarões, mas estes cozinham em 3 a 4 minutos. Tempere tudo ainda quente com a cebola, pimenta, vinagre e azeite. Leve à geladeira para refrescar. Quando estiver frio, junte os tomates e a salsinha. Tempere com um pouco mais de vinagre e seja generoso(a) com o azeite. Prove. Se necessário, acrescente mais sal e pimenta. Deixe tomar gosto por 5 minutos e sirva. Fácil assim...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Panzanella!

O nome já é uma delícia. Saladinha reforçada, cai bem até como prato único em dias de verão. Mas atenção: o segredo é não pesar a mão no tempero logo de início, porque depois de curtir os sabores realçam e o salgado pode ficar muito salgado, e o azedo mais azedo.

Por ser uma receita tradicional, tem n variações. Esta eu tirei do livro Larousse da cozinha italiana. Vale a pena (sem nenhum sacrifício).


PANZANELLA
para 6 pessoas



12 fatias de pão italiano
1 kg de tomate-cereja
2 pepinos japoneses
3 talos de salsão
1 a 2 cebolas roxas
150 g de azeitonas pretas
100 g de alcaparras
50 g de alcaparrões (não tinha, não coloquei)
1 maço de manjericão
5 colheres (sopa) de vinagre de vinho
250 ml de azeite (acho que pus metade disso)
sal e pimenta-do-reino moída na hora

Torre as fatias de pão italiano, mas sem deixar amorenar nem secar muito. Fatie finamente as cebolas e passe em água corrente para tirar o excesso de acidez. Corte os tomates ao meio e o salsão em cubinhos. Descasque os pepinos e corte-os no sentido do comprimento; tire as sementes e pique em cubos (ou meias-luas). Tire o caroço das azeitonas e corte-as ao meio. Destaque do talo as folhas de manjericão. Passe as alcaparras em água corrente para retirar o excesso de sal (isso se forem conservadas em salmoura; se forem salgadas, deixe de molho na água para retira o sal).

Numa vasilha, coloque todos os ingredientes. Tempere com pimenta-do-reino e misture bem. Pique grosseiramente com as mãos as fatias de pão torrado. Mexa e prove. Cuidado com o sal, porque é preciso deixar curtir por 1 hora em temperatura ambiente. Nesse tempo, as azeitonas e as alcaparras soltarão um pouco de sal. Então, é melhor deixar para finalizar depois desse tempo de descanso. Na hora de servir, regue com azeite.

Sugestões do livro: acrescente atum em conserva, anchovas, pimentão grelhado.

domingo, 4 de outubro de 2009

Pesto again!

Apesar de ser chamada de "pesto", esta receita me parece mais uma pastinha, um patê, e me seduziu de imediato quando a vi no livro Comidinhas, de Jennifer Joyce. Amo beterraba, e até já experimentei algumas receitas diferentes, mas nunca nenhuma me surpreendeu tanto quanto esta. O segredo está em assar as beterrabas, o que garante o toque especial.

A receita leva pinoles. Não coloquei porque esqueci de comprar. Deve ficar divino também com castanha-do-pará picada grosseiramente, para dar um croc-croc.

A Adriene, que confessou não ser lá muito fã de beterraba, adorou! Às vezes um modo de preparo diferente muda nossa vida...!

Obs.: não que pestos sejam minha especialidade, só calhou de postar outra receita com o mesmo tema.


PESTO DE BETERRABA COM PARMESÃO



2 beterrabas descascadas e cortadas em 4
2 dentes de alho descascados
100 g de pinoles tostados
60 ml de azeite extravirgem
25 g de parmesão do bom ralado
sal e pimenta-do-reino

Num pedaço grande de papel alumínio, coloque as beterrabas, o alho, 1 colher (sopa) de azeite, uma pitada de sal e uma pitada de pimenta-do-reino. Feche bem, de modo que não saia ar do pacote. Asse em forno preaquecido (200ºC) por 50 minutos.

Bata as beterrabas, o alho e os pinoles no processador até virar um purê. Acrescente o parmesão e bata para misturar. Aos poucos junte o restante do azeite. Acerte o sal, se necessário.

Sirva em temperatura ambiente, acompanhado de pão sírio torrado ou grissinis.

domingo, 13 de setembro de 2009

Revelando São Paulo 2009

Esta é a 13ª edição do Revelando São Paulo, no parque da Água Branca, mas foi a minha primeira. O evento reúne comida e artesanato de mais de 200 cidades do interior de São Paulo, além de apresentação e shows. Adorei tudo, mas depois das 13h30 ficou intransitável.

Comprei 1 quilo de calabresa defumada caseira; o Marcelo, uma garrafa de pinga de Socorro. Ah, e agora nossa sala tem um tatu entalhado na madeira.

Amo muito tudo isso!





quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Para amantes de pimenta

Esta pastinha é uma espécie de pesto, também parecida com a tapenade francesa. Por ser apimentada, não aconselho que seja usada pura na massa, mas sim misturada a um molho de tomate espesso, por exemplo. Fica muito boa também como tempero de salada (diluída em vinagre de vinho tinto ou balsâmico) ou como um toque especial num lanche.

Quando fiz pela primeira vez, usei um miniprocessador. O resultado foi bom, mas não se compara a esta versão, feita no pilão de pedra.


PESTINHO DE PIMENTA CALABRESA

3 dentes de alho
8 colheres (chá) de alcaparras
12 azeitonas pretas descaroçadas
8 colheres (chá) de pimenta calabresa seca
8 colheres (sopa) de azeite extravirgem

Amasse os dentes de alho no pilão até virarem uma pasta. Junte as azeitonas e as alcaparras e amasse até também formarem uma pasta. Se o pilão não for muito grande, divida os ingredientes e faça em várias etapas. Não encha muito o pilão porque fica difícil de amassar - é melhor ir aos poucos. Acrescente a pimenta, pile para incorporar tudo e, por fim, acrescente o azeite. Não é preciso colocar sal, pois as azeitonas e as alcaparras já dão conta de salgar. Guarde na geladeira, em um pote bem fechado.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O colorido Mercadão

O Mercadão da Cantareira, em São Paulo, é um daqueles lugares que nunca perdem o encanto, mesmo que você já o tenha visitado n vezes. É impossível não se maravilhar com a variedade de produtos e o colorido das frutas.

Sempre vale a visita, mas se puder vá em um dia de semana, menos muvucado que sábado.

As fotos são de quarta-feira (2/9), num passeio com a minha amiga Ana. O clima tava ótimo, com céu azul e temperatura por volta dos 30ºC - um inverno bem com cara de verão.







segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Berinjela síria

Berinjela é um dos legumes mais versáteis que conheço. É deliciosa quando bem preparada, mas pode se tornar um desastre se for só cozida em água ou refogada sem tempero - vira uma coisa disforme, sem personalidade. Para não incorrer no erro da falta de sabor, é sempre bom ter receitinhas diferentes à mão.

Há muito tempo recortei esta receita de uma revista, mas nem me lembro mais de qual. É bem perfumada, com o toque árabe das especiarias e o sabor adocicado da ameixa. Parece um prato demorado, mas na verdade saiu até bem rápido aqui.

Sugiro como acompanhamento o trigo bulgur, ou "trigo para quibe", mas ela poderia compor uma refeição árabe mais completa (com quibe assado, coalhada seca, kafta, etc.) ou mesmo servir de entrada.


BERINJELA SÍRIA


1 peito de frango sem osso e sem pele
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
1 berinjela grande ou 2 pequenas picadas em cubinhos
10 ameixas secas sem caroço picadas
1 colher (sobremesa) de pimenta síria
1 colher (sobremesa) de canela em pó
½ xícara de castanha de caju grosseiramente picada
250 g de ricota
2 tomates sem pele e sem sementes picados
1 colher (chá) de pimenta calabresa seca
3 colheres (chá) de zatar
1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de azeite
sal e pimenta-do-reino

Acompanhamento
1 xícara de trigo para quibe grosso
1 cebola pequena picada
1 colher (sopa) de manteiga
sal

Lave o trigo para quibe numa peneira. Ponha numa panela com 3 xícaras de água filtrada. Leve ao fogo e deixe ferver por 5 minutos. Desligue e deixe descansar por 10 minutos. Escorra bem (esprema com as mãos para eliminar a água). Reserve em local aquecido.

Amasse grosseiramente a ricota com um garfo e tempere com a pimenta calabresa e o zatar. Reserve.

Pique o peito em cubos médios. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Numa frigideira grande e antiaderente refogue o frango na manteiga e em 1 colher (sopa) de azeite até começar a dourar. Junte a ameixa seca, a cebola e o alho. Refogue até a cebola ficar transparente. Tire da frigideira e reserve em local aquecido.

Na mesma panela, ponha as 2 colheres do azeite restante e refogue a berinjela polvilhada com a pimenta síria, a canela e sal. Refogue até ficar macia. Junte os tomates e refogue rapidamente, sem deixar virar molho.

Numa frigideira antiaderente limpa, sem óleo, toste ligeiramente a castanha de caju.

Numa vasilha misture o frango refogado, a berinjela e a ricota. Incorpore a castanha de caju e mexa.

Acompanhamento
Refogue rapidamente a cebola na manteiga e despeje sobre o trigo. Salgue, mexa com um garfo e sirva imediatamente com a berinjela síria, regada com um fio de azeite.

Nota: na foto, só a berinjela síria, sem o trigo.

Mudanças

Queridos visitantes,

este blog é a casa nova de um antigo blog, como já escrevi em um post abaixo. No endereço antigo, fiquei por mais de 3 anos e tenho um acervo de receitas muito saborosas. Como não gostaria de perdê-las, vou selecionar as melhores e migrá-las para cá, aos poucos. Pretendo alterná-las com novas. É uma oportunidade de movimentar o novo cafofo e de não perder a memória do que já estava registrado.

domingo, 14 de setembro de 2008

Foodscapes

Recebi estas imagens por e-mail e achei lindo! É arte + criatividade.

O fotógrafo britânico Carl Warner criou uma série de fotografias utilizando apenas alimentos para formar cenários.

As chamadas "foodscapes" (união das palavras food – alimentos – e landscape – paisagem) mostram cavernas submarinas, florestas, praias ao pôr-do-sol e até cachoeiras, usando frutas, legumes, queijos, frios e massas, entre outros.


Nessa floresta, as árvores são feitas de brócolis, com ervilhas penduradas, e as estradas são pavimentadas com cominho. O gramado é feito de ervas e as montanhas, de pão. Nuvens de couve-flor adornam o céu.

O fotógrafo conta que já é conhecido na vizinhança de sua casa, em Kent, na Inglaterra, por passar horas na quitanda procurando o melhor brócolis ou a melhor pimenta para "compor" seus cenários.

Para ganhar em profundidade, as fotos são tiradas sobre mesas de 1,2 metro por 2,4 metros. Além disso, elas são registradas em "camadas", para evitar que os alimentos murchem antes do fim da foto.

Os ingredientes comestíveis nessa cena rural de inspiração italiana incluem um carrinho feito de fatias de lasanha, campos de macarrão e nuvens de mozzarella. Árvores de pimentão, salsa e manjericão completam o cenário. Ao fundo, um vilarejo de queijo.

"Eu gosto do modo como os pequenos aspectos da natureza se parecem com os grandes", diz Carl Warner. Na cozinha de inspiração italiana, muitos tomates e azeitonas. Ele confessa que, até agora, ainda não conseguiu convencer os quatro filhos a comer mais verduras. "Pelo menos não posso dizer que eles brincam mais com a comida do que eu", afirma o fotógrafo.

Esta caverna é feita com frutos do mar. As "rochas" são feitas de pão, mas, no fundo do mar, elas são de couve-flor. Para dar a sensação tridimensional às fotos, cada cenário é composto em uma mesa de cerca de 1,2 metros por 2,4 metros.

Arroz, coco, grãos diversos e um céu de folha de repolho roxo compõem essa “paisagem” bucólica.

Árvores de folhas de couve, rochas de batata-doce, desfiladeiro de pão e céu de repolho roxo.

O mar vermelho dessa praia, ao "pôr-do-sol", é feito de fatias de salmão. Batatas e pão formam as rochas. Um barquinho feito de ervilhas completa o cenário.

Shitake, gergelim e outros grãos.

O arco-íris ficou perfeito por trás da floresta de verduras e batatas.

Casas de queijo, toldos e cestos de macarrão, grãos, legumes e verduras formam esta ruela.

Culinária italiana com muitas verduras e macarrão. Casas de queijo.

À primeira vista, não se percebe que as montanhas são de pão...

A criatividade é impressionante, balões de frutas e legumes, árvores de brócolis, rochas de batatas, lavouras de espiga de milho e pepino, cidade de queijo, torre de cenoura e por aí vai...

Nessa cena alpina, biscoitos do tipo grissini e presunto de Parma se transformam num carrinho que será puxado pela estrada de salame ladeada por árvores de bacon.

Nessa paisagem, os principais componentes são:
Presunto – céu, montanhas, cachoeira e rio;
Pão – rochas;
Biscoito grissini – casa e trapiche;
Salame – telhado.



Nessa cena alpina, as estrelas são os frios. Biscoitos do tipo grissini e presunto de Parma se transformam no trenó puxado pelas montanhas de neve feitas de outros frios, como peru defumado e mortadela. O presunto de Parma também se encontra nos "pinheiros".

As fotos deverão ser usadas por uma cadeia de supermercados britânica em uma campanha publicitária, e Warner também pensa em reuni-las em um livro para promover a alimentação saudável entre as crianças.